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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Eu mudo, tu mudas, Ele muda?

Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, que não muda como sombras inconstantes.  
Tiago 1:17

Ultimamente vivemos em um tempo em que 24h por dia são pouco para realizar todas as tarefas necessárias. Cada dia que passa temos mais coisas que facilitam o dia a dia, computador, Internet, máquina de lavar roupa, louça, controle remoto, celular, carro, moto, bicicleta, ônibus, metrô, avião, porém, parece que o tempo está cada vez mais apertado. Se o dia tivesse 48h seria mais fácil? Será que neste caso daria tempo de terminar tudo? Provavelmente não, pois, com certeza encontraríamos mais coisas para fazer. 
Há algum tempo, tenho observado algumas mudanças que ocorreram com o passar do tempo em algumas cidades, lugares e principalmente, pessoas. Creio que muitos fatores contribuíram para que estas mudanças acontecessem. O que me intriga especialmente nisso, é que muitas pessoas deixaram de acreditar em Deus com o passar do tempo, devido às decepções com outras pessoas ou igrejas, instituições e denominações.
É interessante como isso afeta tanto nossa fé e constância para com Deus. Embora, saibamos que quem muda são as pessoas, que isso é próprio do ser humano, ainda mais em tempos em que, quem pode mais chora menos e as máscaras são a ferramenta de trabalho de uma sociedade eclesiástica hipócrita, não significa que não devemos ou não podemos confiar em ninguém. Até mesmo porque, quando dizemos que não podemos confiar em ninguém, nos incluímos nisso, ou seja, se não se pode confiar em ninguém, também, não somos confiáveis.
Porém, é necessário pensar que o que mudou, quem mentiu, quem decepcionou, foram algumas pessoas. Eu, tu, ..., nós, vós, eles. Ele não muda. Deus não muda, pois é de sua natureza permanecer o mesmo. Nele não há sombra de mudança ou inconstância. E ainda há aqueles que permaneceram fieis e dignos de confiança, aqueles que permaneceram em Deus, de fato, independente das quatro paredes e um teto. Até mesmo porque Deus não habita em tendas, nem em templos feitos por mãos, mas sim, em pessoas, em corações.
As pessoas que eu conheço mudaram, eu mudei, o tempo passou, nada será como antes. Mas Deus, este não se arrependeu, não esqueceu, não abandonou, não se moveu para longe. Gosto de pensar que Deus está com sua grande mão em cima de nossas cabeças para nos abençoar e proteger. Quando nos sentimos vazios e abandonados por Deus, na verdade é o momento em que nós nos afastamos Dele e saímos debaixo de sua grande mão, porém, Ele permanece no mesmo lugar.

Deus não é homem para que minta, nem filho de homem para que se arrependa. Acaso ele fala, e deixa de agir? Acaso promete, e deixa de cumprir?
Números 23:19

Sentir aversão a Deus ou a sua Palavra por causa do que pessoas fizeram ou deixaram de fazer é ignorar o amor e a grandiosidade de Deus. É ignorar toda a sua natureza que é perfeita e imutável. É ignorar o sangue que Jesus verteu e foi muito sangue, todas as suas feridas, toda a sua dor. Humanamente parece impossível alguém ter aguentado tanto tempo antes de morrer, estando tão ferido e quebrado quanto Ele esteve e foi por causa de você. Não dá para ignorar isto.

Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.
João 3:16

         Não deixe que as decepções com as pessoas te façam desistir de Deus e de sua Palavra, porque Nele nada muda. Eu mudo, tu mudas, Ele, porém, não muda jamais!

O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras jamais passarão.
Mateus 24:35


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terça-feira, 27 de agosto de 2013

Os desigrejados - Resposta a uma Entrevista


1) Como líder cristão com larga trajetória na chamada "igreja institucional" e já há cerca de 12 anos com o Caminho da Graça, que leitura o senhor faz do crescimento desse movimento de "desigrejados" no país - fenômeno que, além de envolver mais e mais pessoas, já é objeto de teses, dissertações e livros?

Resposta: 

Não tenho dúvidas quanto ao fato de que houve alguns fatores a contribuir pra o ocorrido, conforme eu vinha dizendo desde 1982.
Mas foi a Hipocrisia Moral e Relacional e a Teologia da Prosperidade, com tudo o que veio à reboca, os fatores que mais contribuíram para a presente evasão. Há outros fatores, mas estes são os mais importantes. Foi a humilhação do Evangelho o que causou tudo isto! A Palavra foi humilhada pela Imagem e pelo Capital. A Eternidade não tem mais galardão. O galardão é no Tempo. Sim, foi a morte da espiritualidade de Jesus que criou isto; e, digo: é somente o começo, à menos que todos se arrependam de sua apostasia.

2) Ao longo desses anos, o senhor viu reunirem-se ao seu redor milhares e milhares de pessoas que o procuravam para aconselhamento, expor insatisfações com as igrejas e as próprias vidas espirituais e muitas outras demandas. Isso aconteceu por volta de 2001 em diante, tempo em que o atual movimento de refluxo das igrejas, que perdem membros para movimentos e experiências eclesiásticas alternativas, apenas engatinhava. Na sua opinião, qual foi a importância daquele seu trabalho pela internet para o embasamento e mesmo o crescimento desse movimento?

Resposta: 

Ora, o que eu falei a vida toda, desde sempre, desde 1981 especialmente, se tornou um profecia que hoje está cumprida. Quem lembra, sabe. Todavia, foi de 2001 pra cá, especialmente agora pela www.vemevetv.com.br que o que iniciou claramente em 2001 está ganhando concreções e expressões de uma Crise de Ruptura. Sim, creio que os milhares que hoje concordam comigo não estavam aí nem desde de o início, como depois de 2001 vários que agora concordam, criticavam. Portanto, seria ridículo negar que nenhuma influência histórica foi mais forte neste aspecto. Porém, foi um fator reativo, não propositivo. Foi a Hipocrisia Moral e Relacional e a Teologia da Prosperidade, com tudo o que veio à reboca, os fatores que mais contribuíram para a presente evasão, como disse antes.

3) Em números aproximados, quantas pessoas o senhor estima que estão envolvidas em seu ministério virtual e também no Caminho?

Resposta:  

Pelo menos 3 milhões de pessoas estão envolvidas ou, no mínimo, alimentando-se do que temos produzido na Internet, e, daí pra frente, nos milhares de grupos espontâneos que estão surgindo em todos os lugares.

4) Como o senhor define sua espiritualidade hoje, em perspectiva, em relação ao que vivia antes, quando estava envolvido ministerialmente com a Igreja Presbiteriana do Brasil?

Resposta: 

Idêntica, apenas muito mais profunda, rija e radical na essência e no dizer. Quanto à Igreja Presbiteriana, como TODOS SABEM, nunca teve nenhum papel que me fosse inibidor ou coibidor. Eu jamais aceitaria. Quem me conhece, sabe.

5) O senhor acredita que é possível uma plena vivência espiritual e uma efetiva vida cristã por parte daquelas pessoas que abandonam a igreja e preferem uma experiência particular de fé?

Resposta:

O Caminho é Jesus. A Igreja Corpo é parte do Importância da Fé, não da Essência da Fé. Mas a "igreja" fenômeno histórico é apenas uma agremiação que pode ser boa ou má. Por isto a Igreja vencerá, mas milhões de "igrejas" sucumbirão. Quem é de Jesus é Igreja, mesmo quando não está na agremiação que se corrompeu. Todavia, todo aquele que é Igreja porque é de Jesus com consciência histórica do significado espiritual da mutualidade e da comunhão sincera de amor humano, nunca deixa de se congregar, posto que mesmo fora da agremiação/igreja, nunca deixam de buscar vínculos humanos de fé. Igreja são dois ou três reunidos em Seu Nome. O que mais é Igreja?

6) O senhor se considera um crítico do modelo eclesiástico convencional (ou apenas das lideranças)? Quais são, a seu ver, suas principais deficiências do formato “templo/culto/liderança/administração eclesiástica”?

Resposta:

Não sou crítico apenas do "modelo". O "modelo" é resultado do "conteúdo". Portanto, é a perversão do Evangelho puro e simples de Jesus que gera esse modelo anti-humano, anti-amor, anti-sinceridade, anti-verdade, anti-solidariadade, anti-cristo - no sentido de que é contra o espírito do Evangelho de Jesus.


O problema não é o Templo e nem o modo, mas o conteúdo da "mensagem". É aí que está a morte de tudo. Onde quer que haja Evangelho tudo fica à serviço dele. Mas até hoje não me entenderam. Quem sabe um dia...

7) O chamado fenômeno dos "desigrejados" tem crescido muito no Brasil. Além de comunidades e congregações cristãs de perfil mais alternativo, aumenta sem parar o número de grupos de crentes que, por afinidade etária, cultural ou outros interesses comuns - como aquela crítica à qual já nos referimos - preferem congregar apenas entre si, nas próprias casas ou em espaços que nada têm a ver com o modelo convencional de igreja. Esse crescimento é atestado pela quantidade de livros e teses sobre o assunto e pelos debates que têm provocado. Como o senhor enxerga o ganho de espaço por parte deste movimento e no que ele representa uma “ameaça” à hegemonia das igrejas convencionais?

Resposta: 

Os "desigrejados" que se reunem em pequenos grupos de amor são de fato os igrejados. Desigrejado, do ponto de vista do Evangelho, é esta massa levada pelo sistema perverso das instituições das franquias de "Deus", e que se tornaram piores para o Evangelho dos os demônios e o diabo. As "igrejas/agremiações" continuarão...

Sempre haverá público e necessidade pagã de um grande Templo. São as Pirâmides do Cristianismo. Entretanto, se ainda houver uma revolução do amor de Deus no mundo pela expressão explicita do povo/igreja, esta será através de milhões de pequenos grupos, de amor singelo, de pregação com a vida, e mediante a prática da existência de serviço humilde. Jesus disse: "Eu vos dei o exemplo". E mais: "Se vocês se amarem, o mundo crerá que fui enviado". O mais é escândalo contra a simplicidade do Evangelho e contra os ensinos e modos de Jesus, o Mestre e Senhor. Ora, como meu compromisso é com Ele, não tenho alma a doar a qualquer imitação.

8. No Caminho e também nas mídias sociais e virtuais onde o senhor atua ministerialmente, quais são as principais queixas e demandas de ex-membros de igrejas em termos de aconselhamento?

Resposta: 

Hipocrisia extrema, promiscuidade indizível, roubo explicito, velada apropriação indébita, abusos que vão do sexual ao psicológico, ameaças de morte via maldição e suspeição da "cobertura espiritual", total falta de expressões de bondade e altruísmo, e, portanto, completa entrega ao materialismo e ao estelionato. Além de tudo a maioria se queixa das Dinastias Eclesiásticas; ou seja: aos muitos "papados evangélicos". Ora, há muito mais. Mas essas são as queixas mais recorrentes!

Caio

Conteúdo de: Caminho da Graça - Blog

domingo, 25 de agosto de 2013

Por que ignoramos a graça de Deus?


Sobreveio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça.
Romanos 5:20

Culpa... o que é a culpa? Culpa é o termo que usamos para os sentimentos negativos que repetidamente sentimos quando cometemos um erro que consideramos grave, ou quando fazemos algo que não gostaríamos de fazer.
Desta forma, a culpa nos assola quando simplesmente erramos. Porém, enquanto seres humanos, somos muito limitados, fazemos escolhas erradas, falamos coisas impróprias em vários momentos e nossas atitudes estão muito ligadas à forma com a qual fomos criados, assim como, questões culturais e sociais pelas quais agimos e pensamos. Desta forma, cometer erros é bastante comum, porém, como lidamos com estes erros é o que diferencia o sentimento de culpa extremo, da consciência de que há uma nova oportunidade de recomeçar e acertar.
Como cristãos devemos entender, que conservar o sentimento de culpa por anos, ou por toda a vida, não é um ato sábio. Primeiro porque a Bíblia nos mostra que Deus perdoa os nossos pecados e se esquece deles, Ele os lança no mar do esquecimento:

Quem é comparável a ti, ó Deus, que perdoas o pecado e esqueces a transgressão do remanescente da sua herança? Tu que não permaneces irado para sempre, mas tens prazer em mostrar amor. De novo terás compaixão de nós; pisarás as nossas maldades e atirarás todos os nossos pecados nas profundezas do mar.
Miquéias 7:18-19

 Muitas vezes achamos que fazer algo de errado, é estar fadado a conviver com a culpa por causa deste erro pelo resto da vida. Porém, pensar assim é viver escravo da culpa e ignorar a graça de Deus.
Graça quer dizer “favor imerecido”, ou seja, não há nada que façamos para merecer a graça. A graça de Deus foi dada a nós porque não poderíamos, de forma alguma adquiri-la.

Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie.
Efésios 2:8-9

Deus sempre soube que iríamos cometer erros e que nos sentiríamos culpados por isso. Foi assim, desde o início com Adão e Eva. Eles desobedeceram a Deus e se sentiram muito culpados, tentaram até se esconder de Deus, esconder o seu erro, com isso eles se afastaram de Deus. Porém, o próprio Deus tomou a iniciativa de nos trazer de volta para perto Dele, Ele decidiu nos perdoar e este perdão nos salva. O pecado nos afasta de Deus, porém, pela sua Graça, somos levados novamente para os Seus braços.
Sobreveio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça. 
Romanos 5:20

Isso é a Graça de Deus que nos dá condições de não cultivar nenhum sentimento de culpa. Pois, Jesus morreu para que não precisássemos viver culpados, sem expectativas e envergonhados. É por causa da graça de Deus manifesta em Jesus ao morrer por nós, que podemos ser libertos de toda e qualquer culpa. Não precisamos carregar mais este fardo nas costas, Jesus já fez isto.

Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.
João 3:16

Isso não significa, de forma alguma, que devemos então continuar pecando voluntariamente, como afirma Paulo na carta aos Romanos:

Pois o pecado não os dominará, porque vocês não estão debaixo da lei, mas debaixo da graça. E então? Vamos pecar porque não estamos debaixo da lei, mas debaixo da graça? De maneira nenhuma!
Romanos 6:14-15

Errar deve ser involuntário. O erro, muitas vezes, é resultado de tentativas de acerto, ou seja, querer acertar pode ser a causa do erro e o sentimento de culpa é resultado disso. Paulo afirma neste mesmo texto, que quando pecamos voluntariamente estamos nos oferecendo como escravos do pecado e ignorando a graça de Deus.

Não sabem que, quando vocês se oferecem a alguém para lhe obedecer como escravos, tornam-se escravos daquele a quem obedecem: escravos do pecado que leva à morte, ou da obediência que leva à justiça?
Romanos 6:16

A justiça aqui, também é sinônimo de graça, pois justiça não está ligada a condenação e sim a justificar, tornar justo. Somos justos por causa do sacrifício de Jesus, não porque somos bons.
Então viver se sentindo culpado por erros e pecados é ignorar a graça de Deus, não dando valor ao seu sacrifício. Não espere que Jesus seja pregado novamente na cruz e de lá mencione seu nome e se dirija especificamente a você dizendo: “Fulano de tal, seu pecado está perdoado”, para que você se sinta de fato perdoado e não mais culpado. Jesus já pagou o preço, foi um sacrifício único, trata-se de uma aliança eterna.

Mas ele me disse: "Minha graça é suficiente para você, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza". Portanto, eu me gloriarei ainda mais alegremente em minhas fraquezas, para que o poder de Cristo repouse em mim.
2 Coríntios 12:9

Portanto, viva na graça de Deus e liberte-se dos pecados que carrega, entregue tudo a Ele. Não ignore a graça de Deus!


 
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segunda-feira, 8 de julho de 2013

Somos apenas pó

E formou o SENHOR Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente.
Gênesis 2:7

Não é de hoje que a vida humana vem sofrendo modificações, consequentes dos próprios atos do ser humano. Se a tecnologia hoje é indispensável, é porque o homem é tão versátil e criativo, que foi capaz de criar algo tão poderoso e destrutivo quanto a si mesmo. É isso mesmo. O homem tem a capacidade não apenas de destruir coisas materiais, mas também de destruir vidas, autoestima, sonhos, esperanças e o que mais você puder imaginar neste momento. Mas isso tem um limite.
O lamento de uma forma geral, nos últimos anos está ligado à igreja, espaço físico e também no sentido de pessoas. É que a Igreja passou a não fazer mais nenhuma diferença na vida de muitas pessoas. Aquilo que antes era função do Inimigo, a Igreja toma para si, sem fazer cerimônia:

O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir (...).
João 10:10a

Ah sim, o povo aprendeu com ele. O professor foi substituído e os alunos que são tão aplicados e obedientes, seguem a risca os preceitos do seu mestre, ou seja, aprende-se a roubar, a matar e a destruir sonhos, expectativas, esperança, amor, amizade, fé. Isso é colocado em prática perfeitamente desde os comentários “sem maldade”, até as puxadas bruscas de tapete entre os “irmãos”.
E se há algo tão mortal quanto atirar em alguém a queima roupa, são os julgamentos das ações dos outros e as fofocas de fundo de igreja, mascarados pela tão conhecida e utilizada, hipocrisia.
Nunca foi nosso papel enquanto reles mortais, julgar outros reles mortais. Essa função cabe a alguém muito maior do que nós. Aliás, nem podemos imaginar o tamanho do seu poder e do seu senso de justiça. Porém, fazemos melhor do que isto, nós queremos ser Ele:

Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Quem fala mal de um irmão, e julga a seu irmão, fala mal da lei, e julga a lei; e, se tu julgas a lei, já não és observador da lei, MAS JUIZ. Há só um legislador que pode salvar e destruir. Tu, porém, quem és, que julgas a outrem?
Tiago 4:11-12

Isso significa que quem julga é o que? Juiz. Mas se Deus é o único e justo Juiz, enquanto seres humanos, ao julgar alguém, fazemos o que? Nos comparamos a Deus. E que ousada essa tarefa, comparar-se a Deus. Será mesmo que alguém em sã consciência deveria ousar fazer isso?
Há algum tempo atrás alguém disse, na igreja, “Que caras de pau, voltarem aqui depois do que fizeram...”. Porém, eu me pergunto, não são mais caras de pau estes que apesar dos longos anos comendo Bíblia, arrotam palavras tão preconceituosas e julgadoras? Os que ficam duas horas falando de amor, mas viram o rosto, ignoram alguém que pecou? Que vão todos os dias para a igreja, mas não perdem a chance de detonar alguém com palavras de ofensa e fofocar da vida alheia sempre que podem? Que se acham superiores há qualquer outra pessoa?
Isso tudo, simplesmente porque esquecemos de onde viemos, que somos feitos de algo tão comum, que as pessoas pisam, varrem e desprezam, o pó. A matéria-prima de fabricação do homem é o pó. Pó este, que não resiste nem a uma chuva fraca. Ah, mas o homem, pobre homem, se acha um serzinho tão superior...

(...) até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás.
Gênesis 3:19

            Esse é um fato bem esquecido, num tempo em que muitas pessoas acham que a Bíblia foi escrita para diferentes tipos de pessoas. Os versículos “bons”, de bênçãos, amor e outras coisas boas, para os que se acham absolutamente “santos, que nunca pecam” (será mesmo que há alguém assim?) e os versículos “ruins”, de exortação para o resto da humanidade. Ou seja, para o primeiro caso o fato de Jesus ter morrido como morreu, não faz diferença nenhuma, pois afinal, quem é limpinho e cheirosinho, sem pecado, sem nada que o condene, não precisa de Salvador, vai direto para céu. Só tem um detalhe, esse tipo de pessoa existe?

Porque TODOS pecaram e destituídos estão da glória de Deus;
Romanos 3:23

            TODOS pecaram e se Deus não tomasse uma atitude estaríamos condenados a viver separados Dele e de seu Reino para sempre. Não temos condições de acusar, de rejeitar, ou desprezar ninguém. Porque todos nós deveríamos ser acusados, rejeitados e desprezados, porque somos infiéis, pecadores e não merecemos o amor de Deus.
Somos iguais, temos a mesma matéria-prima, o pó. Somente alguém maior que o pó, pode tomá-lo nas mãos. Somente Deus pode fazer isso. Porque Ele é o Ser Supremo com a grande mão e nós somos apenas pó.
É necessário lembrar-se de onde viemos, porque é exatamente para lá, que iremos voltar.

Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece.
Tiago 4:14


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