Quanto
ao amor fraternal, não precisamos escrever-lhes, pois vocês mesmos já foram ensinados
por Deus a se amarem uns aos outros.
1 Tessalonicenses 4:9
Estava num dilema tão grande – se deveria ou
não casar com um homem que me pedira em casamento. Torturei-me sobre isto por
quase um ano. Durante o período, li dezenas de livros sobre relacionamento,
busquei a orientação de pastores e conselheiros e ouvi centenas de amigos
casados explicarem como sentiram a “convicção”ao confrontar tal decisão.
No final das contas, terminamos o noivado.
Cancelar o casamento foi a escolha certa para nós, mas senti profundo remorso
pelos meus pensamentos, palavras e atitudes durante nosso relacionamento.
Estava tão ansiosa quanto a minha vida e meu
futuro, que muitas vezes me parecia com as pessoas egoístas descritas em
Provérbios 18:1-2: “Quem não gosta de estar na companhia dos outros só está
interessado em si mesmo e rejeita todos os bons conselhos. O tolo não se
interessa em aprender, mas só em dar as suas opiniões.”
Assim como eu, você já se sentiu culpado por
ferir exatamente as pessoas que mais ama? Em muitas situações, já contradisse a
afirmação de Paulo: “Sejam sempre humildes, bem educados e pacientes,
suportando uns aos outros em amor”? (Efésios 4:2).
Muitas, vezes, quando o ciúme consome, a ira
invade ou o medo prevalece, me refugio em pensamentos egoístas. Torno-me a
antítese da cristã amável e gentil e sou chamada a ser e que procuro ser (1
Tessalonicenses 4:9).
Acima
de tudo, porém, revistam-se do amor, que é o elo perfeito.
Colossenses
3:14
À medida que eu e você olharmos mais
intensamente para Jesus, nos voltarmos para a Sua Palavra e dependermos do Seu
Espírito Santo, causaremos menos dor desnecessária aos outros. Ele foi exemplo
de como “fazer o que é bom e certo” (Oseias 12:6) entregando Sua vida por nós
(João 3:16; 1 João 3:16). Sigamos o exemplo de Jesus e vamos amá-lo, e amar
também ao próximo (1 Tessalonicenses 4:10).
Texto de Roxanne Robbins
Agora
pense...
Como você pode demonstrar que se importa com os
outros e não apenas consigo mesmo? O que Jesus lhe ensinou sobre como tratar os
outros em amor? Lembre-se, amor não é sentimento e sim, DECISÃO!
Nisto conhecemos o que é o amor: Jesus Cristo
deu a sua vida por nós, e devemos dar a nossa vida por nossos irmãos.
1 João 3:16
Nossa vida começa cheia de possibilidades. Nossas
vidas podem ser moldadas para sermos o que preferirmos; de bailarinos a
astronautas ou treinadores de golfinhos. Mas a maturidade vai estreitando
nossas opções. Logo somos forçados a escolher faculdades e carreiras. Cada
escolha conduz as nossas energias e caminhos específicos e fecha portas para
vários outros. Lá pelos 30 anos, a maioria de nós já definiu o rumo de nossas
vidas. Temos nosso casamento, nosso filhos, nossa igreja.
É aqui que o idealismo da infância confronta a
especificidade da vida adulta, e as coisas podem se complicar. É fácil se
apegar à ideia de casamentos, filhos e igreja quando seu parceiro, filho ou
comunidade são uma folha em branco na qual você pode projetar o que quiser. Mas
quando você vê as peculiaridades de cada um, torna-se tentador jogar a toalha.
Quando a realidade desbanca o romantismo, você
pode querer desistir – se divorciar, negligenciar os filhos, parar de ir à
igreja. Mas o ideal é encarar isso como um teste. As pessoas realmente maduras
superam os idealismos de casamentos, famílias e igrejas perfeitos e amam
aqueles que Deus colocou em suas vidas.
Karl Barth escreveu que não podemos dizer
“Acredito na igreja” se não participamos ativamente da nossa. Martinho Lutero
disse que não podemos dizer que amamos nosso próximo se não amarmos nosso
cônjuge. E o apóstolo João disse que não pode haver amor uns para com os outros
se não for um amor “...que se mostra por meio de ações” (1 João 3:18).
Se
alguém afirmar: "Eu amo a Deus", mas odiar seu irmão, é mentiroso,
pois quem não ama seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê.
1 João 4:20
Tendo experimentado o amor verdadeiro de Jesus
(v.16), você pode amar seu cônjuge, seu filho, e seu grupo de irmãos em Cristo.
Como você, eles não são perfeitos. Mas Deus convoca a agir como adulto e
amá-los mesmo assim.
Texto de Mike Wittmer
Agora
pense...
Como o verdadeiro amor aceita as falhas de uma
pessoa e a desafia a melhorar? Qual a diferença entre o contentar com a nossa
situação e ser preguiçoso?
Estando ainda longe, seu pai o viu e, cheio de
compaixão, correu para seu filho, e o abraçou e beijou. [...]
Lucas 15:20
Se pudéssemos escutar as batidas do coração de
Deus, o que ouviríamos? Ho-mem, ho-mem, ho-mem... O salmista pergunta, “...o
que é um simples ser humano para que penses nele? Que é um ser mortal para que
te preocupes com ele? (Salmo 8:4). E anjos observaram em santa admiração o
desenrolar do plano da redenção para a humanidade (1 Pedro 1:12).
O amor de Deus pelas pessoas é surpreendente –
especialmente se considerarmos que ajudar as pessoas é muitas vezes difícil,
cansativo, e cheio de inquietações. As pessoas são instáveis – boas, uma hora,
e más, em outra. Olhe para o rei Davi, para o apóstolo Pedro, para mim e para
você mesmo. Somos consistentemente inconsistentes!
No entanto, na Palavra de Deus encontramos histórias
semelhantes às de Lucas 15:11-13. Veja o padrão:
O
homem desobedece a Deus – O filho mais novo desobedeceu ao pai. O
filho mais velho aparentava obedecer ao seu pai, mas por dentro, estava descontente
com ele (vv. 13, 29-30).
Deus
inicia a reconciliação – O pai saiu para encontrar os dois
filhos (vv. 20, 28). Seu coração estava “com muita pena” (v. 20). E ele se
humilhou e insistiu (v. 28) com o seu filho mais velho para se alegrar com ele
na reunião familiar.
Duas
reações – o filho mais novo se arrependeu, enquanto o mais velho
recusou-se a se alegrar com sua família a despeito dos pedidos de seu pai.
O amor de Deus pelas pessoas deveria ser
exemplo nítido para nós. Ao compreendermos o pulsar de Seu coração, somos
impulsionados a amar as outras pessoas.
O meu
povo está decidido a desviar-se de mim. [...] O meu coração está enternecido,
despertou-se toda a minha compaixão.
Oséias 11:7-8
O apóstolo Paulo captou o coração de Deus e o
ministério que Ele nos deu ao escrever: “Portanto, estamos aqui falando em nome
de Cristo, como se o próprio Deus estivesse pedindo por meio de nós. [...]
deixem que Deus os transforme de inimigos em amigos dele” (2 Coríntios 5:20).
Texto de Sheroidan Voysey
Agora
pense...
Como você mostra o amor de Deus aos outros? De
que maneiras você pode ser Seu embaixador de reconciliação?
Sobreveio,
porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou,
superabundou a graça.
Romanos 5:20
Culpa... o que é a culpa? Culpa é o termo que usamos para os
sentimentos negativos que repetidamente sentimos quando cometemos um erro que
consideramos grave, ou quando fazemos algo que não gostaríamos de fazer.
Desta forma, a culpa nos assola quando
simplesmente erramos. Porém, enquanto seres humanos, somos muito limitados,
fazemos escolhas erradas, falamos coisas impróprias em vários momentos e nossas
atitudes estão muito ligadas à forma com a qual fomos criados, assim como,
questões culturais e sociais pelas quais agimos e pensamos. Desta forma, cometer
erros é bastante comum, porém, como lidamos com estes erros é o que diferencia
o sentimento de culpa extremo, da consciência de que há uma nova oportunidade
de recomeçar e acertar.
Como cristãos devemos entender, que conservar o
sentimento de culpa por anos, ou por toda a vida, não é um ato sábio. Primeiro
porque a Bíblia nos mostra que Deus perdoa os nossos pecados e se esquece
deles, Ele os lança no mar do esquecimento:
Quem é comparável a ti, ó
Deus, que perdoas o pecado e esqueces a transgressão do remanescente da sua
herança? Tu que não permaneces irado para sempre, mas tens prazer em mostrar
amor.De
novo terás compaixão de nós; pisarás as nossas maldades e atirarás todos os nossos pecados nas
profundezas do mar.
Miquéias
7:18-19
Muitas
vezes achamos que fazer algo de errado, é estar fadado a conviver com a culpa
por causa deste erro pelo resto da vida. Porém, pensar assim é viver escravo da
culpa e ignorar a graça de Deus.
Graça quer dizer “favor imerecido”, ou seja,
não há nada que façamos para merecer a graça. A graça de Deus foi dada a nós
porque não poderíamos, de forma alguma adquiri-la.
Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé,e isto não vem de vocês,é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie.
Efésios 2:8-9
Deus sempre soube que iríamos cometer erros e
que nos sentiríamos culpados por isso. Foi assim, desde o início com Adão e
Eva. Eles desobedeceram a Deus e se sentiram muito culpados, tentaram até se
esconder de Deus, esconder o seu erro, com isso eles se afastaram de Deus. Porém,
o próprio Deus tomou a iniciativa de nos trazer de volta para perto Dele, Ele
decidiu nos perdoar e este perdão nos salva. O pecado nos afasta de Deus,
porém, pela sua Graça, somos levados novamente para os Seus braços.
Sobreveio,
porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou,
superabundou a graça.
Romanos 5:20
Isso é a Graça de Deus que nos dá condições de
não cultivar nenhum sentimento de culpa. Pois, Jesus morreu para que não
precisássemos viver culpados, sem expectativas e envergonhados. É por causa da
graça de Deus manifesta em Jesus ao morrer por nós, que podemos ser libertos de
toda e qualquer culpa. Não precisamos carregar mais este fardo nas costas,
Jesus já fez isto.
Porque Deus tanto amou o
mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça,
mas tenha a vida eterna.
João
3:16
Isso não significa, de forma alguma, que
devemos então continuar pecando voluntariamente, como afirma Paulo na carta aos
Romanos:
Pois o pecado não os dominará, porque vocês não estão
debaixo da lei, mas debaixo da graça. E então? Vamos pecar porque não estamos
debaixo da lei, mas debaixo da graça? De maneira nenhuma!
Romanos 6:14-15
Errar deve ser involuntário. O erro, muitas
vezes, é resultado de tentativas de acerto, ou seja, querer acertar pode ser a
causa do erro e o sentimento de culpa é resultado disso. Paulo afirma neste
mesmo texto, que quando pecamos voluntariamente estamos nos oferecendo como
escravos do pecado e ignorando a graça de Deus.
Não sabem que, quando vocês se oferecem a alguém para lhe
obedecer como escravos, tornam-se escravos daquele a quem obedecem: escravos do
pecado que leva à morte, ou da obediência que leva à justiça?
Romanos 6:16
A justiça aqui, também é sinônimo de graça,
pois justiça não está ligada a condenação e sim a justificar, tornar justo.
Somos justos por causa do sacrifício de Jesus, não porque somos bons.
Então viver se sentindo culpado por erros e
pecados é ignorar a graça de Deus, não dando valor ao seu sacrifício. Não
espere que Jesus seja pregado novamente na cruz e de lá mencione seu nome e se
dirija especificamente a você dizendo: “Fulano de tal, seu pecado está
perdoado”, para que você se sinta de fato perdoado e não mais culpado. Jesus já
pagou o preço, foi um sacrifício único, trata-se de uma aliança eterna.
Mas ele me disse: "Minha graça é suficiente para você,
pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza". Portanto, eu me gloriarei
ainda mais alegremente em minhas fraquezas, para que o poder de Cristo repouse
em mim.
2 Coríntios 12:9
Portanto, viva na graça de Deus e liberte-se
dos pecados que carrega, entregue tudo a Ele. Não ignore a graça de Deus!